@ Galeria de Arte Ambulante

GALERIA de ARTE AMBULANTE – Centro Cultural do Carro

Cerca do Convento do Espírito Santo, Loulé
Sex 12 NOV 19h00 / Sáb 13 NOV 11h00

ENTRADA LIVRE  
Performance / 80' / M6
30% Artes Plásticas / 30% Mobilidade / 20% Precariedade / 20% Performance

O Centro Cultural do Carro (CCC) é um projecto artístico que é, simultaneamente, uma performance e uma exposição de artes plásticas. Num velho Mercedes-Benz bege, objecto automobilístico de um status social em desuso, expõem-se obras de arte pelos mais ínfimos espaços interiores e exteriores. Esta galeria ambulante junta peças pouco conhecidas de artistas consagrados às de artistas locais algarvios, usando-as como base para uma reflexão poética sobre o contexto de criação e a difícil relação da arte com o mercado.

Esta é uma performance que estabelece um diálogo in loco entre os objectos artísticos e as pessoas que visitam o CCC. Através da precariedade que esta viatura transporta, dissecam-se conceitos como valor, sensibilidade e obra de arte. Este evento cultural ambulante começa por ser uma oportunidade para contextualizar obras esquecidas, caseiras ou mal paridas, mas poderá vir a ser um leilão ou uma venda de feira, dependendo do valor que todos nós lhe atribuirmos.


Direcção artística, curadoria e performance: Galeria de Arte Ambulante
Obras dos artistas convidados: Andrea Brandão, Ana Teresa Vicente, Tiago Fróis, Hugo Canoilas, João Ferro Martins, Sara & André, Isabel Simões, Ana Rita António, Francisco Vidal, João Bento, Joana Escoval, Tiago Baptista, Fernando Ribeiro, Patrícia Almeida e artistas locais.
Apoio à dramaturgia: Andresa Soares
Montagem do CCC: Galeria de Arte Ambulante
Produção: Cotão – Associação Cultural
Financiamento: Projecto Financiado pela República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes
Parceiro Institucional: Programa Garantir Cultura – Entidades Artísticas, República Portuguesa – Ministério da Cultura
Apoio: Oficinas do Convento, Alma d’Arame


A Galeria de Arte Ambulante (GAA) é um projecto de Tiago Gandra e Daniel V. Melim que se dedica a re-significar objectos da nossa cultura material de modo a colocá-los performativamente em diálogo crítico com o momento presente.
Estreou publicamente na Feira da Ladra, no contexto da crise económica de 2011, e durante os anos seguintes esteve presente em diversos locais da cidade de Lisboa e em feiras de edição independentes. Entre as suas criações destacam-se: FMI e Pintura Bio, séries de intervenções em telas anteriormente deitadas fora por estudantes de artes plásticas; Biblioteca Popular, série de livros mergulhados em tinta e posteriormente expostos enquanto esculturas com novas capas pintadas e títulos inventados; Feitiços Políticos, prospectos distribuídos à porta do Metro em que as fórmulas mágicas do livro de S. Cipriano são adaptadas à situação política actual; A Descalça, em que pedras da calcada são pintadas enquanto “souvenirs” alternativos de Lisboa, representando cada pedra um prédio da cidade que oscila entre o abandono crónico e a depredação especulativa.

Daniel V. Melim (1982, Coimbra) foi finalista do Prémio EDP Novos Artistas 2007, vencedor do Prémio Fidelidade Mundial Jovens Pintores (2011) e shortlister dos 100 Painters of Tomorrow (Thames & Hudson, 2014). Colaborou vários anos com o Serviço Educativo do CAMJAP (actual Colecção Moderna). É licenciado em Artes Plásticas – Pintura pela FBAUL (2006) e mestre em Applied Anthropology and Community and Youth Work pelo Goldsmiths College, Londres (2016), como bolseiro da Gulbenkian. Presente em colecções publicas e privadas, tem desenvolvido o seu trabalho em Portugal e internacionalmente.
Do seus projectos recentes destacam-se: sete estrelo (individual – Monitor, Lisboa, 2020), Creative (un)makings: disruptions in art / archaeology (Museu Internacional de Escultura Contemporânea, Stº. Tirso, 2020), performance inaugural puxada / gambiarra, exposição individual e residência (Anozero’19 – Bienal de Coimbra), performance nós desta árvore (Museu de Arte Sacra do Funchal, 2019), chão de orações (MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira, 2016), Só Cabeças (Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, 2016), da boa morte (Galeria Luiz Fernando Landeiro, Salvador, 2015).

Tiago Gandra (Lisboa, 1979) é licenciado em Artes Plásticas pela ESAD.CR (2003) e mestre em Printmaking pela Camberwell College of Arts, concluído com o prémio Birgit Skiold (2005). Em Lisboa recebeu o prémio Artes Plásticas Jovens Criadores (2006). Em paralelo e após a sua formação académica realizou workshops e formações com vários coreógrafos e encenadores: Christiane Jatahy, Federico Leon, Idoia Zabaleta, Vera Mantero, João Fiadeiro, Cláudia Dias, Miguel Moreira entre outros. Colabora regularmente nas criações de Ana Borralho & João Galante como assistente artístico, ensaiador e intérprete fazendo tour nacional e internacional em peças que trabalham especificamente com comunidades locais desde Atlas (2012-21), Gatilho da Felicidade (2017-20) e Romance Familiar (2019-20). Como intérprete integra Último Slow de Rui Catalão, o filme C’est Ça L’Amour de Claire Burger (2018) e a peça Daniel Faria com Pablo Fidalgo Lareo (2017). A sua prática artística estende-se igualmente em colaborações entre cenografia, desenho de luz e instalação. Destaca Reindeer Age#1 de Bernardo Chatillon (2021), Por um lado… (2021), Criarei Apenas… de Carlos M. Oliveira (2019) e Cocoon de Matthieu Ehrlacher (2017-21). É artista associado da Apneia Colectiva.