© Carlos Melo – Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas

Jonathan Saldanha – A Invenção do Oráculo

CAMADA - Centro Coreográfico
8 > 12 JUL / 10h00 > 14h00
Associação Recreativa e Cultural dos Músicos

Partindo da prática de composição de Jonathan, serão abordados os vectores fundamentais que atravessam o seu trabalho: a contaminação do corpo pela paisagem, a mutação da linguagem, a pressão sonora, o ritmo como catalisador do hiper presente. Explorando os mecanismos dramatúrgicos e cibernéticos que operam os vectores de mutação entre o corpo ressonante, o sangue tecnológico, a contaminação pelos espectros sonoros e o sonho sintético, num espaço para a re-invenção da escuta. A partir da fabricação de diagramas serão desenvolvidos processos de composição onde cosmogonias, timbres e mecanismos operam em conjunto num espaço sonoro mutante.


Jonathan Uliel Saldanha é um compositor, artista visual e encenador que pesquisa áreas que cruzam pré-linguagem, alteridade e ficção científica. Em 2022, programou um ciclo de concertos no CCB. Foi artista associado do Teatro Municipal do Porto para 2020/2022, apresentando peças como RED MERCURY, LITHIUM FAUST, 3xDRILLS e LIBIDINAL LAKE. Em 2019, estreou a sua peça vocal e escultura Scotoma Cintilante / Dysmorphia, a peça de percussão eletrónica Broken Field Atlantis, e várias exposições, incluindo Plague Vector, Locus Horribilis e Behemoth Republic. Entre 2016 e 2018, apresentou várias instalações, exposições e peças de arte em diversos festivais e espaços culturais em Portugal e internacionalmente. Desde 2009, criou peças cénicas e composições musicais, apresentando-se em festivais renomados como Unsound, Le Guess Who?, Sónar, Primavera Sound, entre outros. Dirige os projetos musicais HHY & The Macumbas e HHY & The Kampala Unit, e fundou o coletivo SOOPA em 1999. O Museu de Serralves publicou o seu filme/ensaio Mundo de Cristal, Máquina da Selva. A sua música foi editada por diversas editoras, incluindo a africana Nyege Nyege. Ele é representado pela Galeria Duarte Sequeira.