© Lori Nix & Kathleen Gerber

ALEX CASSAL / MÁ-CRIAÇÃO – A Biblioteca do Fim do Mundo

RESIDÊNCIA DE CRIAÇÃO
16 > 29 NOV, Biblioteca Municipal de Loulé

APRESENTAÇÃO INFORMAL
28 NOV, Local e horário a definir

A Biblioteca do Fim do Mundo é um espectáculo concebido para ser apresentado em bibliotecas.

Um pequeno grupo de espectadores irá passar a noite na companhia de um pequeno grupo de performers, numa jornada cinematográfica e literária que passará por autores como Dickens, Bradbury, Rimbaud, Nietzsche, Salinger, Austen, Joyce, Woolf, Cervantes e realizadores como Godard, Truffaut, Jarmush, Almodóvar, Coppola, Pasolini, Tarantino, Roeg, Coixet, Wenders.

Não há́ uma narrativa única a unir todos estes nomes, mas uma série de conversas paralelas que se complementam e se afastam, fazendo com que diferentes espectadores possam sair com diferentes versões do mesmo espectáculo.
Uma noite para pensar no passado, no presente e no futuro, percorrendo as histórias que criamos para iluminar as trevas, enquanto o amanhecer não chega.

Pensando em ligações inusitadas com a população de Loulé, acolhemos esta criação abrindo o próprio processo à participação da comunidade local.
Durante esta fase de criação, Alex Cassal e sua equipa experimentam formatos de relação entre as comunidades locais, os seus medos e os seus sonhos.

No final da residência esta etapa do processo de criação será exposta ao público, com o intuito de recolher comentários que permitam uma relação mais próxima do território, pensando na próxima vinda a Loulé, na edição de 2021 do Festival.


Dramaturgia e encenação: Alex Cassal
Criadores-intérpretes: Alex Cassal, Estelle Franco, Keli Freitas, Márcia Lança e cinco intérpretes locais a designar
Apoio à dramaturgia: Joana Frazão
Co-produção: Má-Criação, casaBranca AC – Festival Verão Azul / Cine-Teatro Louletano e Teatro Viriato
Residência de co-produção: O Espaço do Tempo


Alex Cassal é encenador, dramaturgo e actor.
Nasceu em Porto Alegre, Brasil, em 1967. Cresceu a ler banda desenhada e a ver filmes de ficção científica, afectando de forma irremediável a sua sensibilidade.
Licenciou-se em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ.

No Brasil integra o grupo Foguetes Maravilha, responsável por espectáculos como Ele precisa começar, Ninguém falou que seria fácil e Síndrome de Chimpanzé.
Colaborou com artistas como Enrique Diaz, Gustavo Ciríaco, Alice Ripoll, Dani Lima, Michelle Moura, grupo Dimenti (no Brasil); e Tiago Rodrigues, Cláudia Gaiolas, Paula Diogo, Marco Paiva, Sofia Dias & Vítor Roriz (em Portugal).

Nos últimos anos escreveu e encenou os espectáculos As cidades invisíveis (Teatro Maria Matos, 2016), Tiranossauro Rex (Teatro Nacional D. Maria II, 2017), Ex-Zombies: uma conferência (Teatro Nacional D. Maria II, 2018), Morrer no Teatro (Teatro Baltazar Dias, 2019) e A Menor Língua do Mundo (Festival Materiais Diversos, 2019).
Vive em Lisboa.

A MÁ-CRIAÇÃO é uma estrutura com sede em Lisboa dedicada exclusivamente a projectos de investigação na área da performance e teatro.
Tem como principal objectivo a criação de um espaço que permita manter um grupo de artistas em processo de colaboração contínua, fomentando o desenvolvimento de novas linguagens e estéticas.

É responsável por espectáculos como L-O-V-E (2015), O Grande Livro dos Pequenos Detalhes (2015), As Cidades Invisíveis (2016), Sobre Lembrar e Esquecer (2018), Um Tigre-Lírio é Difícil de Encontrar (2018), Morrer no Teatro (2019) e Terra Nullius (2020).