© Margarida Ribeiro – Circular Festival de Artes

MIGUEL BONNEVILLE – A Importância de Ser Alan Turing

Teatro das Figuras, Lagos / Sex 19 NOV 21h30

Preço único 5€ - COMPRAR
Performance / 50' / M12
30% Música / 20% Texto / 30% Plástico / 20% Contemplação

Com A Importância de Ser Alan Turing Miguel Bonneville prossegue o seu projecto de uma série de espectáculos sobre as vidas e obras de artistas e pensadores cuja importância tem sido vital no seu percurso artístico.

Esta nova criação, desenvolvida em residência no âmbito do Verão Azul em 2020, toma como ponto de partida Alan Turing (1912-1954) – matemático, criptoanalista e cientista da computação de primeira geração.

Mais conhecido por ter ajudado a decifrar os códigos da máquina alemã Enigma durante a IIª Guerra Mundial, evitando que a guerra se prolongasse por mais tempo, Turing foi também pioneiro na proposta da inteligência artificial. Em 1952 este cientista enfrentou um processo criminal por actos homossexuais, considerados então de indecência grave. Foi condenado e castrado quimicamente. Morre dois anos depois por envenenamento com cianeto – não se sabe se de forma acidental ou deliberada.
Depois de uma campanha na internet, em 2009 recebe desculpas públicas do governo britânico e, em 2013, da rainha Isabel II.

Miguel Bonneville tem uma relação íntima com personagens reais da História e uma forma muito particular de as chamar aos seus imaginários cénicos.
Em A Importância de Ser Alan Turing – projecto de tecnologia emocional – desenvolve um olhar obsessivo sobre o corpo e sobre o seu encontro com a música electrónica; experiência corporal + disciplina matemática = potência erótica.

Nesta criação, Bonneville é acompanhado pela artista sonora Clothilde, e pelos seus sintetizadores modulares, muito semelhantes a um computador do início do século passado, ambos procurando entranhar-se num “mundo de fantasmas que viajam pelos fios”, criando música para indisciplinar os corpos.


Direcção, música original, texto e interpretação: Miguel Bonneville
Co-criação, música original e interpretação: Clothilde
Figurinos: Mariana Sá Nogueira
Cenografia: Nuno Tomaz
Desenho e operação de luz: Nuno Patinho
Operação de som: José Veiga
Fotografia / Design: Joana Linda, Miguel Bonneville
Prefácio: João Manuel de Oliveira
Design / Publicação: Ilhas
Assessoria de comunicação: Sara Cunha
Apoio à residência: Arte Total / Guelra – Laboratório de Criação Coreográfica, Teatro Cão Solteiro, Voarte / Soudos – Espaço Rural de Artes e AAC-Soudos
Apoio: Fundo Cultural SPA
Co-produção: Circular – Festival de Artes Performativas, casaBranca / Festival Verão Azul – Teatro das Figuras
Produção: Teatro do Silêncio
O Teatro do Silêncio é uma estrutura financiada por República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes e pela Junta de Freguesia de Carnide


Miguel Bonneville (Porto, 1985) introduz-nos a histórias autobiográficas centradas na desconstrução e reconstrução da identidade através de performances, desenhos, fotografias, vídeo, música e livros de artista. Desde 2003 tem apresentado o seu trabalho nacional e internacionalmente, sobretudo os projectos seriados Family Project, Miguel Bonneville e A Importância de Ser. Recebeu o Prémio da Rede Ex Aequo (2015) pelos espectáculos Medo e Feminismos, em colaboração com Maria Gil, e A Importância de Ser Simone de Beauvoir.
É director artístico do Teatro do Silêncio.