LAMA Black Box
Praceta Agostinho Ferreira Chaves 66 Esq.
21 > 25 SET 2026 / 16h00 > 20h00
20 Participantes
Durante esta semana de workshop, trata-se de explorar a relação entre a voz e o movimento através do prisma do grito, no âmbito de revelar corpos irracionais e criar narrativas que escapam à norma. Do sopro aos gritos, passando pelos risos, pelas vozes polifónicas, cantadas e faladas, o grupo irá desdobrar a paleta infinita da voz, conectando-se a camadas profundas e ancestrais do corpo.
Serão exploradas diferentes práticas performativas, vocais e coreográficas, nas quais serão abordadas as noções de presença vibratória, de transformação, de visão e de travessia de imaginários.
Flora Détraz é dançarina, vocalista e coreógrafa. Cresce numa família de músicos. Após uma formação em dança clássica e estudos literários, integra o programa do Centre chorégraphique national de Rillieux-la-Pape, sob a direção de Maguy Marin. Em seguida, ingressa no ciclo de estudos coreográficos do Forum Dança, em Lisboa. Forma-se, entre outros, com os artistas Vera Mantero, Lia Rodrigues, Meg Stuart, Meredith Monk e Marlene Monteiro Freitas.
Flora Détraz trabalha na interseção entre coreografia, performance e música. A voz está no centro das suas pesquisas. Cria obras híbridas e pluridisciplinares que exploram, através do diálogo entre o corpo e a voz, as noções de invisível e de transformação. O seu trabalho questiona as convenções sociais e as representações dos corpos, em particular dos corpos femininos. Do sopro aos gritos, do riso ao canto, os corpos procuram libertar-se de uma narrativa racional e moral para se ligar a camadas profundas, ancestrais e míticas.
Enquanto intérprete, Flora Détraz colaborou com os coreógrafos Laurent Cèbe, Cédric Cherdel, Sara Anjo e Marlene Monteiro Freitas.



