LAMA Black Box
Praceta Agostinho Ferreira Chaves 66 Esq.
21 > 25 SET 2026 / 16h00 > 20h00
20 Participantes
Arquivar o Quotidiano propõe uma abordagem prática e reflexiva ao arquivo enquanto ferramenta artística, centrando-se nos gestos, rotinas e elementos aparentemente invisíveis que constituem o dia a dia. Dirigida a artistas e a pessoas com curiosidade sobre processos de criação artística, a formação explora modos de observar, recolher e organizar materiais que, pela sua proximidade, tendem a passar despercebidos, convocando uma atenção crítica ao íntimo e ao comum.
Através do desenho e da fotografia — entendidos tanto como registo quanto como construção —, da experimentação com processos alternativos, como a cianotipia, e da recolha de objetos encontrados enquanto vestígios e extensões do quotidiano, os participantes serão convidados a desenvolver exercícios de criação e de arquivo, questionando o que guardar, como cuidar e o que dar a ver. O desenho surge como prática de proximidade e atenção, enquanto a fotografia e os seus desdobramentos expandem possibilidades de inscrição e materialização do real.
Paralelamente, serão apresentados e discutidos conteúdos de referência, estimulando o pensamento em torno do artista enquanto arquivista e curador do seu próprio processo.
A formação decorre em setembro, no final do verão, momento de transição que convoca a recolha, a pausa e a reorganização, propondo o arquivo como prática de atenção, memória e criação.
Os participantes devem trazer máquinas fotográficas, ou telemóveis e computador pessoal.
Miguel Cheta (Loulé, 1970) é artista visual, curador independente e programador cultural. É diretor artístico da Alfaia — Associação Cultural e foi responsável, entre 2021 e 2025, pelo Plano de Apoio às Artes (Artes Visuais) do Município de Loulé.
Licenciado em Artes Visuais pela Universidade do Algarve, frequentou o programa MobileHome — escola nómada e experimental de arte contemporânea dirigida por Nuno Faria, em Loulé (2009–2012).
A sua prática artística assume um carácter multidisciplinar, explorando a relação entre arte, território e comunidade. O seu trabalho reflete uma atenção continuada às dinâmicas sociais e políticas do contexto onde se insere, com especial enfoque no Algarve enquanto território periférico e paradigmático.
Paralelamente, tem desenvolvido um percurso consistente na área da mediação cultural e dos projetos educativos, colaborando em iniciativas que cruzam arte, património e educação, como Lugares Mágicos (Direção Regional da Cultura do Algarve), 10×10 (Fundação Calouste Gulbenkian) e Arte Vezes Educação (Município de Loulé).
Defende a arte como um instrumento fundamental de educação, participação e integração social, promovendo práticas que reforçam a relação entre criação artística e envolvimento comunitário. Mais informações aqui: @mcheta



