Universidade do Algarve / Campus de Gambelas, Edifício 14
21 > 25 SET 2026 / 16h00 > 20h00
20 Participantes
Inscrições até 13 SET AQUI
!!! Os participantes devem levar máquina fotográfica e/ou telemóvel, de modo a captarem os vestígios do quotidiano, bem como computador pessoal, o espaço de construção do arquivo !!!


O arquivo enquanto prática artística está no centro do workshop conduzido pelo artista visual português Miguel Cheta. Intitulado precisamente Arquivar o Quotidiano, convoca o desenho, a fotografia, a cianotipia e a recolha de objectos como instrumentos da missão que confia aos participantes: observar e documentar os gestos invisíveis do quotidiano, transformando-os em matéria de criação.
Esta é uma abordagem simultaneamente prática e reflexiva, centrada nas rotinas e nos objectos do dia a dia que são vítimas de um paradoxo: de tão presentes e próximos que são, acabam por passar despercebidos.
Neste workshop, o desafio é afinar a atenção até ao ponto em que se torna crítica. O simples olhar não basta: o desenho, a fotografia e a cianotipia são explorados enquanto ferramentas de registo e de construção do arquivo.
O exercício é de proximidade com os vestígios do quotidiano, mas, antes do registo e do arquivo, há uma interrogação que urge: o que guardar, como cuidar do que se guarda e o que dar a ver.
E, ao escolher que memórias preservar e que arquivo criar, cada participante mergulha, quase inevitavelmente, num outro exercício: como ser curador da sua própria reorganização.


Miguel Cheta (Loulé, 1970) é artista visual, curador independente e
programador cultural. É director artístico da Alfaia – Associação Cultural e foi
responsável, entre 2021 e 2025, pelo Plano de Apoio às Artes (Artes Visuais)
do Município de Loulé.
Licenciado em Artes Visuais pela Universidade do Algarve, frequentou o
programa MobileHome – escola nómada e experimental de arte
contemporânea dirigida por Nuno Faria, em Loulé (2009–2012).
A sua prática artística assume um carácter multidisciplinar, explorando a
relação entre arte, território e comunidade. O seu trabalho reflecte uma atenção
continuada às dinâmicas sociais e políticas do contexto onde se insere, com
especial enfoque no Algarve enquanto território periférico e paradigmático.
Paralelamente, tem desenvolvido um percurso consistente na área da
mediação cultural e dos projectos educativos, colaborando em iniciativas que
cruzam arte, património e educação, como Lugares Mágicos (Direção Regional
da Cultura do Algarve), 10×10 (Fundação Calouste Gulbenkian) e Arte Vezes
Educação (Município de Loulé).
Defende a arte como um instrumento fundamental de educação, participação e
integração social, promovendo práticas que reforçam a relação entre criação
artística e envolvimento comunitário.



